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sábado, 16 de julho de 2011

Soltando os negros e libertando os animais

Recebi e repasso para reflexão...ação...

É muito comum assistirmos nos diversos programas, principalmente de televisão, sobre ecologia, vermos animais serem libertos para manutenção da espécie. Em alguns desses programas passam os procedimentos e critérios para se soltarem esses animais em seu ambiente natural.

A grande maioria desses animais são apreendidos entre pessoas que: criam os animais sem os devidos tratos (as vezes sem autorização dos órgãos competentes), vendedores inescrupulosos e até mesmo entre traficantes internacionais. Grande parte desses animais, quando da apreensão, estão em estado de saúde debilitados devidos aos maus tratos.
Antes de serem libertos, esses animais passam por um processo de recuperação alimentar e dos órgãos (casos tenham algum problema físico). Durante a recuperação da saúde, esses animais são treinados para aprenderem a viver quando forem colocadas de volta ao seu ambiente natural. Para eles serem soltos é necessário se observar alguns critérios dos locais onde serão libertos, tais como: disponibilidade de água e alimentos. Geralmente são soltos em reservas florestais onde sejam proibidos a caça e recaptura dos mesmos.
Sempre que assisto esses programas de TVs, me lembro do caso da Abolição do Escravos Negros do Brasil e as condições em que foram libertos (ou soltos). Antes de serem libertos eram tidos como animais para execução de trabalhos, na agricultura, mineração, trabalhos domésticos e apanhavam como um outro animal qualquer para execução de tais serviços.
Mesmo após cem anos, da abolição, muitos continuam trabalhando nas mesmas condições do período da escravidão sem acesso a Educação, Saúde, as vezes trabalham dez hora diárias, a grande maioria não tem acesso a terra e grande maioria moram em favelas.
Quando da aprovação da Lei da Abolição da Escravatura, os negros não foram libertos de imediato. Muitas fazendas e minas ainda mantiveram por um bom tempo esses brasileiros trabalhando como escravos e para soltarem os negros exigiram e receberam indenizações para tal. O mais interessante é que enquanto se discutia e se aprovava a Lie de Abolição do Escravos, existia uma outra Lei sendo discutida “ A Lei das Terras”, que foi aprovada pouco tempo depois após a aprovação da lei de abolição da escravidão. A Lei das Terras foi criada para permitir o acesso as terras, consideradas dos Estado, por intermédio de compra destas terras em leilões. Na prática dificultou o acesso as pessoas que não tinham recursos financeiros para tal aquisição por intermédio da compra.
Os negros foram soltos sem terem direito de acesso as escolas, sem nenhuma profissão para defenderem o pão nosso do dia a dia, não receberam indenização alguma pelos trabalhos forçados e não puderam ter acesso a um pedaço de Terra para retirarem o seu sustento.
É claro que a pessoa pode imaginar que o tratamento dados aos escravos negros e “índios” serem muito piores que os dados aos animais silvestres, atualmente, foram feitas de maneira inconsciente. Só que não foi tão inconsciente assim! Ao soltar os negros nunca se pensou em aproveitá-los como mão de obra, tanto é que foi liberado, nesta mesma época, a imigração em massa de italianos e posteriormente de alemães. Como os donos de terras, que também controlavam o Estado, não queriam os negros (agora homens livres) e os imigrantes, que chegavam, tendo acesso as terras para plantarem e se tornarem concorrentes, foi aprovada a Lei das Terras restringindo o acesso a terra de milhares de pessoas (negros e imigrantes). Quando ficou restrito o acesso das terras aos imigrantes e os negros, ficou garantida não só a falta de concorrência na produção como também aumentou a oferta de mão de obra mais abundante e consequentemente mais barata.
BIBLIOGRAFIA:
- Geografia Geral e do Brasil - Eustáquio de Sene e João Carlos - Editora Scipione
Por Antônio Carlos Vieira

Sites educativos!

A Vontade de Deus!!

...recebi essa mensagem por e-mail do meu esposo amado , fizemos dez anos de casados no último dia 07/07 ... benção, né?!Glória á Deus!!!!!!!!!

"Eu sei o que estou fazendo. Já tenho tudo planejado – planos para cuidar de você, não abandoná-lo. Planos para lhe dar o futuro pelo qual você espera. Jeremias 29:11,
Gostaria de conhecer o autor do texto que vem a seguir. Com muita propriedade e grande dose de inspiração, ele conseguiu colocar em um pequeno espaço riqueza de conceitos digna de um pequeno quadro. O poema tem como titulo “A Vontade de Deus”:
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde a graça de Deus não possa guardá-lo,
Aonde os braços de Deus não possam sustentá-lo,
Aonde as riquezas de Deus
Não possam suprir suas necessidades,
Aonde o poder de Deus não possa capacitá-lo.
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde o Espírito de Deus
Não possa operar por seu intermédio,
Aonde a sabedoria de Deus não possa ensiná-lo,
Aonde o exército de Deus não possa protegê-lo,
Aonde as mãos de Deus não possam moldá-lo.
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde o amor de Deus não possa envolvê-lo,
Aonde as misericórdias de Deus não possam animá-lo.
Aonde a paz de Deus não possa acalmar seus temores,
Aonde a autoridade de Deus não possa dominá-lo.
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde o consolo de Deus
Não possa secar suas lágrimas,
Aonde a Palavra de Deus não possa alimentá-lo,
Aonde os milagres de Deus
Não possam ser operados em você,
Aonde a onipresença de Deus não possa encontrá-lo.
Há sempre um longo caminho a percorrer quando falamos sobre a vontade de Deus para nossa vida. Gostaríamos de ter um ponto de chegada, mesmo que não vejamos claramente o fim da jornada. Nem sempre é assim. Mas podemos ter certeza de que Deus tem os melhores planos para nossa vida."
Depois de um longo e tenebroso inverno...kakakakakak...reapareci!!!!Estava sem speed em casa , aliás ainda estou, parece novela...espero que o final seja hoje com o ajustre necessário!!!Mas segue uma dica...para quem puder...até!!!!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

" As pessoas estão se esquecendo das pessoas e delas próprias"

Essa foi uma das afirmações que ouvi na formação que participei hoje no Projeto Rede em Rede da PMSP!Forte e real...agora na administração(embora a menos de um mês), percebo o quanto é dificil manter o olhar nas pessoas quando se tem um monte de datas , relatórios , formulários a preencher!
Quando todos tem seus "urgentes" a resolver ... e você tem que selecionar o que será o seu urgente correndo o risco de não entender ou de não ser entendida...
Uma outra fala foi que nosso foco como gestores deve ser a criança ... esta protagonista e não uma reprodutora do que o adulto quer que seja , faça ou pense...vejo que o caminho é grande a seguir...um turbilhão de coisas vem a mente , possibilidades, desafios, ... vamos lá!!!!
Fiquei entusiasmada por saber que no CEI Pedro Henrique se tem um trabalho com salas oficinas , já tinha tido uma experiência na EMEI Grajaú com salas oficinas , estive na implantação e me veio a mente todos os obstáculos e vitórias conquistadas e fiquei pensando em como seria num CEI ... viajei!!!!!!!
Me veio palavras , conceitos , experiências e percebi que em alguns aspectos eu mudei , não vejo como via , não penso como pensava...e aí vem na mente a fala de uma colega que disse "se voltasse a ser criança ficaria olhando as nuvens no céu", um momento de quietude, de refletir sobre a vida , o nada e tudo!!!!!!!!!!
Saber que se você não está mais contribuindo da forma que deveria, possibilitar um novo começo, recomeçar...pensar, avaliar, auto-avaliar!

Aprender a ser / Aprender a conviver / Aprender a participar/ Aprender a habilitar o mundo
                 Auto-Ética             Alter-Ética                    Socio-Ética                Eco-Ética

(J.M.Puig)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Feliz Páscoa!!!!!!!!!!

“Pessach”… Páscoa… significa Passagem… Morte… Ressurreição!Ressurreição do sorriso... Ressurreição da alegria de viver... Ressurreição do amor... Ressurreição da amizade... Ressurreição da vontade de Ser feliz!!!Ressurreição dos sonhos, das lembranças e de uma verdade que está acima
dos ovos de chocolate , embora sejam gostosos!Cristo morreu, mas Ressuscitou e fez isso somente para nos ensinar a Ressuscitar as maiores Virtudes do íntimo de nossos corações! Desejo uma linda Páscoa e tenho a certeza de que
muitas “coisas” morrerão…
e muitas ressuscitarão…
 neste caminho que estamos traçando!
Conto com VOCÊ…longe ou perto ...

 para que cada dia que vier seja melhor do que o anterior!!!

Feliz Páscoa!


Aos meus colegas e amigos da minha querida EMEI Odiléa Botta de Mattos!!!!!!!

Abraços rosas!!!!!!!!


Eu sou branco. Você é vermelho.
Quando estamos juntos somos rosa.
Antes de eu conhecer você, eu não sabia o que era rosa.
Até que eu vivia bem sozinho: comia o que e na hora que eu queria; saía na hora quando bem entendia para ir ao lugar que tinha vontade de ir,numa liberdade, independência e auto-suficiência.
Quando eu vi você, fiquei vermelho de paixão e nem me incomodei com os meus brancos.
Até perceber-me que eu já não era mais o branco.
Foi quando o vermelho começou a me sufocar e então, brancamente, me protegi.
Mas às vezes eu me irritava e brigava com você.
No fundo, era porque você era vermelha e não branca igualzinho a mim.
Percebi-me em alguns variados momentos querendo mudar a sua cor. Ainda bem que você soube permanecer-se vermelha,
ter suas próprias emoções, sentimentos, comportamentos e pontos de vista.
Caso contrário, você seria também branca.
Mas tive minhas reticências, pois estava acostumado ao meu ritmo e modo de vida branco.
Temi perder minha individualidade.
Mas aos poucos fui descobrindo que o branco para se transformar em rosa
não é perder, desestruturar-se e desaparecer, mas é completar-se com o vermelho.
O rosa me atemorizou, mas hoje vejo quanto é gostoso conviver, relacionar-me, amar e ser amada.
Dá mais trabalho porque nem tudo pode e deve ser feito brancamente, mas sem dúvida tudo pode ser mais gostoso e rico com o vermelho.
Freqüentemente, um bom lanche branco não é tão agradável quanto um singelo jantar rosa.
Um mundo muito Cor de Rosa a todos....
Içami Tiba
Tem um trecho de um livro do Içami Tiba que eu gosto muito e que diz muito do que estou vivendo neste momento...mudanças, obstáculos, oportunidades...para os mais próximos e os mais distantes quero dizer que vou logo, logo mudar de casa, agora para o meu cantinho , meu "ap" !!!!!!!!!! Uma grande conquista!!!!!!!!!!!Louvo a Deus pela forma maravilhosa em que tudo tem ocorrido!!!!!!!!!!!!
Mas não pára aí...desde sexta estou Diretora de uma Escola !!!!!E tudo foi de uma forma que só pela orientação, graça e poder D'Ele, meu Deus e Senhor!!!!!!!!!!!!!
Claro que nem tudo são flores , mas não temos vitórias sem lutas!!!!!!!!
Por isso ... Lutar sempre ... Vencer ... às vezes ... Desistir jamais!!!!

Portas...

Se você abre uma porta, você pode ou não entrar
em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra,
dá um grande passo: nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço...

São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta
deve ser aberta.
A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos
quando com eles se aprende.

Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a cada sala que se vive,
descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece quem se arrisca
a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos
e generosamente oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta,
terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação, é a monotonia
monocromática perante a multiplicidade das cores,
é a estagnação da vida...

Para a vida, as portas não são obstáculos
mas diferentes passagens!"

(Içami Tiba)

Do Livro: Amor, Felicidade & Cia.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

É um material não tão novo , mas que é muito bom!!!!Eu tenho muita dificuldade com a questão de violência na sala de aula, crianças que só sabem brincar de bater , matar, ... sei que o brincar é um aprendizado social , mas precisamos abrir os olhos para essa questão, pois os casos de assassinatos entre colegas , parentes, ... estão crescendo muito, os seres humanos estão perdendo a noção da valorização do ser humano com suas limitações e qualidades , se resolve conflitos na bala...e isso é muito triste!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Alerta aos videogames e filmes violentos
Muitas pessoas gozam em matar na realidade virtual ou vibram em ver cenas que banalizam a vida, como no filme "Cidade de Deus"...


 Por RAYMUNDO DE LIMA
Psicanalista, Professor do Departamento de Fundamentos da Educação (UEM) e doutorando na Faculdade de Educação (USP).


Os videogames, fliperamas e filmes violentos podem estar formando uma geração de pessoas insensíveis ao sofrimento de humano e de animais em geral. Pior, esses objetos ao serem consumidos compulsivamente podem estar produzindo assassinos inconscientes.
O argumento é do tenente-coronel David Grossman, ex-professor de psicologia, dos EUA, que atualmente ministra curso de psicologia do homicídio para militares e agentes do governo norte-americano. Grossman, também é perito judicial junto aos pais de adolescentes vítimas dos assassinatos múltiplos numa escola, ora processando 18 produtores de filmes, videogames e fliperamas violentos.
Em entrevista ao programa da TV americana "60 minutos", em 2001, Grossman, argumentou:
" – muitos jovens passam horas intermináveis treinando em simuladores de homicídios (videogames), os mesmos simuladores que os soldados do exército treinam para matar. São máquinas que simulam como matar sem medir conseqüências. O treino consiste em: primeiro, ensinar o jovem a associar prazer com morte e sofrimento de uma vítima. Segundo, treinam a habilidade motora que o deixarão com uma pontaria muito acurada. Terceiro, esses jogos, simuladores da morte, ajudam o treinado superar a aversão em matar pessoas. Os jovens que praticam jogos violentos durante muitas horas seguidas, superam essa aversão, se tornam insensíveis e automáticos nas miras fatais. O objetivo do jogo é sempre matar, não importa se pelas costas, ou pessoas inocentes. Neles não existe ética. Marca mais pontos quem mais mata. O videogame dá bônus para quem acertar tiros nas cabeças".
Contra o argumento pseudo-psicológico de que "são apenas jogos", ou "que não existe vinculação comprovada entre jogo e a realidade", Grossman responde com dados:
" – São mais que jogos; são mecanismos que preparam as crianças para tornar realidade suas fantasias de morte. Como aconteceu com Michel Carneal, de 14 anos que atirou em 35 estudantes dispersos, resultando na morte de três adolescentes. Michel nunca havia atirado com uma pistola na vida. Sua experiência veio de milhares de horas jogando videogames. Quando Michel abriu fogo, ele disparou 8 tiros, 8 jovens foram atingidos, sendo que 5 na cabeça. Os outros foram atingidos na parte superior do tronco. O FBI considera que, durante uma missão, um agente acerta menos de um em cada 5 tiros. No caso de Amadou Diallo (o imigrante africano morto por policiais em Nova York, recentemente), quatro policiais, atiradores de elite deram 41 tiros e acertaram 19. Ou seja, os policiais acertaram menos de 50% dos tiros".
Dedução óbvia: o treinamento em videogames domésticos pode ser mais eficiente que os dos militares. Michel nada tinha de assassino nato. Os problemas afetivos e de família, bem como as contradições sócio-culturais, devem ser levados em conta na formação da personalidade, mas não se pode negar que Michel como todos os outros jovens que se tornaram assassinos nos EUA e no Brasil (caso do estudante de medicina, Mateus, que num cinema em São Paulo, abriu fogo contra a platéia), todos, tinham um ponto em comum: eram viciados em videogames e filmes violentos. O fato foi que, "Michel atirou no alvo; ele colocou uma bala em cada coisa que apareceu na sua tela imaginária. Na tela, o sangue não tem cheiro, não podemos tocá-lo ou sentir o sofrimento alheio", conclui Grossman.
Ficou comprovado que muitos crimes foram cometidos após terem assistidos filmes violentos, como "Brinquedo assassino" (caso já acontecido no Brasil em decorrência deste filme), "Diário de um adolescente", "Assassinos por natureza", etc. Pesa na determinação de certos atos criminosos ter antes se inspirado na cena violenta, banal, sedutora, por vezes identificada a um ídolo do momento, como é o caso do "Diário de um adolescente" em que Leonardo de Cáprio entra numa sala de aula com um fuzil atirando em jovens  sentados em carteiras de estudo.
Filmes brasileiros da nova geração de cineastas, como "Cidade de Deus", apesar de demonstrar algum cuidado em não fazer violência explícita, deixa passar cenas que terminam induzindo a platéia a torcer ou até mesmo "vibrar" com o poder do narcotráfico. A banalização do crime, o descaso quanto a vida, o desprezo aos valores como solidariedade, respeito ao próximo, enredo em que falta de lei - a "desobediência é a lei", "tudo vale", "tudo pode", todos esses elementos quando estetizados na tela, em vez de causar reflexão e reorganização moral nos telespectadores poderiam causar reações de gozo sádico ou a sensação total de impotência e alternativa existencial e social. 
Os capitalistas da indústria do lazer, cuja moral é o lucro e a razão instrumental é cínica, sabem que cenas gratuitamente violentas nas telas mágicas, podem causar danos à sociedade. Eles sabem que violência e sexo dão dinheiro, mas não querem saber que ambos causam efeitos imprevisíveis. Algumas pessoas não distinguem o tênue limite entre a realidade virtual violenta do videogame, do flipper ou do cinema, com a realidade objetiva, da realidade; a sedução de imagens, personagens, movimentos e sons que acontecem na realidade virtual, causam profunda identificação em alguns tipos de personalidades que poderiam atuar na realidade com o personagem incorporado, daí ser um caminho "autorizado" a cometer atos trágicos e insanos.
Muitos advogam a tese de que os ataques de 11 de setembro de 2001, foram inspirados em filmes norte-americanos. Não é sem motivo que agora suspenderam o lançamento de um filme que traz um franco atirador alvejando pessoas. O franco atirador anônimo que vinha causando pânico, nos EUA, nas imediações de Washington, certamente tinha sido bem treinado em atirar em alvos, pois de 13 pessoas, matou 10 e feriu gravemente as 3 restantes. Presos dois, um de 41 anos e outro de 17, o mais velho era veterano da guerra do Golfo de 1991. ( Há indícios de que o adolescente acusado, praticou pelo menos um dos assassinatos). Sabe-se que apesar de não ter atuado diretamente com armas, era um exímio atirador em alvos programados. Após os assassinatos múltiplos, ficou provado que o seu impulso mórbido não mais se satisfazia em atirar em alvos inanimados; sua pulsão violenta teria se redirecionado para alvos humanos vivos, donde extraia algum gozo no ato de atirar. As vítimas eram escolhidas e esmo e foram atingidas por um único tiro.
Hipóteses tentas explicar como funciona a mente desses criminosos. Uma destas, primeiro, reconhece existir estruturas psíquicas defeituosas; segundo, uma estrutura assim não se satisfaria em matar pessoas, mas apenas em obter um gozo de atirar em alvos "vivos". Dito de outro modo, já que ele se imagina inserido na realidade virtual, não há reconhecimento de estar matando de verdade, mas imagina estar matando "de mentirinha". Como sua personalidade foi construída num mundo de realidade virtual - a "sociedade do espetáculo", conceituado por Guy Debord - , o sujeito "patológico" atira como se estivesse num jogo de videogame ou como se fosse um ator de um filme. Os mecanismos psíquicos de "retorno do recalcado", "identidade-identificação" e projeção são determinantes nesse tipo de atuação.
Na linha de análise sócio-psicológica, já se fala em epidemia de franco atiradores, aparecendo principalmente em países de primeiro mundo com cultura anglo-saxônica. Robet Kurz, sociólogo alemão, analisa os chamados atos "amoucos" como "pulsão de morte da subjetividade capitalista que vem a luz como consequência(...) a indiferença para com os outros se reverte na indiferença ao próprio eu".
Mas, será que as teorias iluministas que associam criminalidade as precárias condições sociais, estariam no caminho certo de explicar as causas das novas formas de violência? Por quê os serial killers, os atos "amoucos", são mais frequentes em nossa época? Será que esses novos tipos de crimes, aparentemente sem motivo e sem sentido, estariam associados a globalização econômica, a mídia que promove e estetiza a violência, a "cultura do espetáculo", aos fanatismos? Não seria muito coincidência a "era da informação" estar virando a era da violência pulverizada na sociedade? No âmbito 'psi", como explicar que algumas pessoas "escolhem" esse caminho e outras, não? Será que a humanidade está perdendo aquilo que A. Schopenhauer chamou de "querer-viver" e Freud de "instinto de auto-conservação"; se entregando à pulsão de morte da subjetividade capitalista? H. Arendt, na sua época, já alertava para uma possível debilitação do instinto de "auto-conservação" (homicida e suicida), quando somos pressionados por um sistema que facilmente descarta um indivíduo por outro, não só nos postos de trabalho, mas em todas as relações humanas. Hoje como nunca somos facilmente trocados por outros nos projetos profissionais, nas organizações, nas amizades, etc. Parece que já não somos mais humanos, como antigamente.
Voltando aos vídeos violentos, para concluir. Assim como estão caindo no vazio as velhas teorias que teimam em explicar tudo por uma única perspectiva, também são desmascarados os argumentos que acham que os filmes e videogames violentos nada têm a ver com o aumento da violência social-urbana. Aliás, tais falsos argumentos estão levando a indústria do cigarro perder vários processos na justiça, e esperamos que o mesmo deverá acontecer com as tvs, os videogames, os filmes violentos e também a lucrativa indústria das armas. Basta a sociedade se organizar e lutar para implantar uma cultura de paz em vez de aceitar o imperativo da tradicional cultura da violência.
Apesar de que o governo brasileiro ter proibido a importação desse tipo de videogames perigosos, os estados que fazem divisa com o Paraguai devem ficar alertas quanto ao contrabando dos mesmos, e os municípios serem mais rigorosos com a fiscalização de jogos eletrônicos, nos Schoppings, e a nova onda de salas de videogames via Internet que vem atraindo muitos jovens pelas cidades. 
Não basta uma proibição governamental. Só com uma sociedade civil organizada e preparada culturalmente é que poderemos regular os interesses dos empresários inescrupulosos que alimentam o cultivo da violência, perigo potencial para todos.

RAYMUNDO DE LIMA
    

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Museu da Língua Portuguesa recebe o projeto "Lê pra Mim?"

Depois de pouco mais de um ano de sucesso no Rio de Janeiro, o projeto "Lê pra mim?" está de malas prontas para o Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz, em São Paulo. Em parceria com a Secretaria da Cultura, aos sábados e domingos de abril, as crianças terão a oportunidade de ouvir histórias infantis contadas por grandes artistas.

Abrindo o evento, no dia 2 de abril, na parte da manhã, estarão o escritor Pedro Bandeira e a atriz Etty Fraser e, na parte da tarde, a multimídia Marília Gabriela. Entre as presenças já confirmadas, estão nomes como Gabriela Duarte, Laura Cardoso, Marcos Caruso, Marisa Orth, Fafá de Belém, Odilon Wagner, Adriana Lessa, Neusa Maria Faro, Ronnie Von, Otávio Mesquita, Nany People e a primeira dama do Estado de São Paulo Lu Alckmin. Com entrada franca, os oito encontros são uma oportunidade para divertir as crianças, incentivar a leitura e oferecer aos pais conforto para conferirem as exposições e a arquitetura de um edifício histórico da maior cidade brasileira.

Inaugurado em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa já recebeu mais de 1 milhão e 600 mil pessoas, o que o consolida como um dos espaços mais visitados do Brasil e da América do Sul. Esse foi um dos motivos pelo qual o local foi escolhido para acolher o "Lê pra mim?". Além disso, a centenária arquitetura inglesa da Estação da Luz é um chamativo extra para aqueles que querem levar seus filhos para um final de semana regado a nomes consagrados da literatura infantil, como Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ziraldo e Pedro Bandeira.

O projeto, que foi idealizado pela atriz e produtora de teatro Sônia de Paula, já passou pelo Forte de Copacabana e, em seu início, pelo Centro Cultural Correios, na capital carioca, e, ainda, por Salvador, durante a semana da criança, em outubro de 2010. Flávia Alessandra, Eduardo Moscovis, Bete Mendes, Cláudia Raia, Reynaldo Gianecchini, Alexandre Borges, Isabela Garcia, Zezé Motta, Rosamaria Murtinho, Mauro Mendonça, Daniele Suzuki, José Mayer, Maitê Proença, Margareth Menezes, Murilo Rosa, Zezé Polessa, Débora Bloch, Glória Maria, Edson Celulari e Nicette Bruno são alguns dos nomes que encabeçaram as leituras.

Segundo Sônia de Paula, o objetivo principal dos encontros é incentivar a leitura, a escrita e a comunicação entre as crianças através dos livros, e não somente pela TV ou internet. As crianças portadoras de necessidades especiais também poderão conferir as leituras, com profissionais capacitados na linguagem dos sinais (LIBRAS) e com o acesso adaptado para receber cadeirantes. Além do incentivo à leitura e da integração com crianças com necessidades especiais, em todas as apresentações é feita uma representação sobre a reciclagem do lixo. Ao final de cada leitura, as crianças saem sabendo separar o lixo em diferentes coletores e levam para casa um livro infantil, diferente daquele lido pelos artistas, multiplicando-se assim a proposta do projeto "Lê Pra Mim?".

A sala comporta 120 pessoas (60 crianças e 60 acompanhantes), acomodadas em almofadas em formato de livros e o evento é voltado para crianças com idade entre 4 e 7 anos. A cada apresentação, serão realizadas duas leituras. O "Lê pra mim?", em São Paulo, acontece entre os dias 2 e 24 de abril, sábados e domingos, às 11h e às 16h. Serão distribuídas senhas com uma hora de antecedência antes de cada apresentação para crianças e adultos.

Serviço
Lê pra Mim?
Data: 2 a 24 de abril
No dia 2, às 11h, leitura com Etty Fraser e Pedro Bandeira; às 16h com Marília Gabriela
Sábados e domingos, às 11h e às 16h - Entrada franca - senhas distribuídas com uma hora de antecedência
Tel: 0800-55-0121
Museu da Língua Portuguesa 
Estação da Luz - Praça da Luz, 1 - Luz - São Paulo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Casa das Africas...

Lançamento da Coleção da UNESCO: "História Geral da África"



Evento em São Paulo - CEA/USP e CECAFRO/PUCSP - Local: Tuca Arena - R. Monte Alegre, 1024. Perdizes – São Paulo/SP
Data: 6 de abril

Período da manhã
9:30 horas - Lançamento da Coleção História Geral da África

Convidados oficiais
- Ministro da Educação Fernando Hadad
- Ministério da Cultura
- Representante da UNESCO no Brasil
- Ministra da SEPPIR, Luiza Barros
- Cônsul Geral da África do Sul
- Secretário de Educação do Estado de São Paulo
- Secretário de Educação do Município de São Paulo
- Reitor da Universidade Federal de São Carlos
- Reitor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Coordenação: Prof. Valter Silvério (UFSCAR)


TEMA – Coleção HGA: fonte multidisciplinar de conhecimentos sobre a África

10:30 horas - Mesa I: História, cultura e o legado civilizatório africano
- Prof. Valter Silvério (UFSCAR)
- Prof. Kabengele Munanga (CEA/USP)
- Prof. Fernando Albuquerque Mourão (USP)
- Prof. Joel Rufino dos Santos (UFRJ)

Comentários: representante da UNESCO
Coordenação: Prof. Paulino de Jesus Cardoso (UDESC e ABPN)


Período da tarde
14:00 horas - Mesa II: África e diáspora: formação de profissionais e produção de materiais pedagógicos
- Profa. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (UFCAR)
- Profa. Fulvia Rosemberg (PUC/SP)
- Profa. Maria Aparecida da Silva Bento (CEERT)
- Prof. Jean-Michel Tali – Historiador, Membro do Comitê Científico para elaboração do Material Pedagógico a partir da Coleção História Geral da África

Comentários e coordenação: Prof. Dagoberto José Fonseca (UNESP)

16:00 - Mesa III: História, historiografia e a produção de saberes na África e na diáspora
- Prof. Alberto da Costa e Silva
- Prof. Ali Moussa Iye (UNESCO)
- Prof. Muryatan Barbosa (doutorando USP)

Comentários e coordenação: Prof. Acácio Sidinei Almeida Santos (PUC/SP)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mara-eco: Não Usem EVA!!!

Mara-eco: Não Usem EVA!!!: " A disposição de resíduos de E.V.A. constitui um sério problema ambiental.O E.V.A. (etil-vinil-acetato, ou etileno-acetato de vinila)..."

sexta-feira, 11 de março de 2011

Carnaval...polêmica!!!!!!!!!!!

Amei as palavras dessa pessoa , que parece ser uma das poucas sóbrias e que percebem o que vem por trás desse discurso "para o povo" sobre cultura, festas, ...e que são somente balela para alegrar...a quem?Com certeza quem quer ganhar dinheiro em cima da pobreza, desgraça e ignorância alheia!!!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

A pouco tempo atrás uma comoção por causa da grande tragédia que ocorreu no rio, agora que a mídia não está mais em cima...só se fala de carnaval...fantasia, suposta alegria,suposto prazer...mas a realidade é outra bem diferente por isso pense antes de fazer neste carnaval o que pode se arrepender no dia seguinte e sem a possibilidade de voltar, pois ..."o tempo não para..." Bjks!!!!!!!!!!!!!!!



Um documentário mostra como elas são depois que o show acaba. Não é como nas fantasias
Fotos: Martha Mendonça
Stefano Martini/Época
SOLITÁRIA
Rose Bombom na quadra da Grande Rio. O trabalho de mulata show atrapalha a vida amorosa
Estrela da escola de samba Grande Rio, a passista Rose Bombom, de 21 anos, esbanja simpatia e beleza. O contraste da pele negra com os olhos verdes é raro e espetacular. Registrada como Rose Claudia dos Santos, ela tem porte de princesa, mas mora num barraco na Favela Parque Centenário, em Duque de Caxias. Ela ajuda a avó – com quem mora desde os 8 meses, quando foi abandonada pela mãe – a sustentar oito primas menores. Namorado, faz tempo que não tem. O último terminou por causa do samba. “Ele falou: ‘Se você me amasse, largaria tudo’.” Rose preferiu ficar sozinha. “Ser mulata é uma coisa que está no sangue. Já vem de pequena”, diz ela, misturando cor e personagem, origem e profissão.
O cotidiano das chamadas mulatas show, aquelas que trabalham sambando, aparece pela primeira vez no documentárioMulatas – Um tufão nos quadris! , do diretor Walmor Pamplona. Em primeira pessoa, elas contam suas histórias. Falam de família, vaidade, religião. E de trabalhos que não têm tanto glamour, mas complementam o orçamento doméstico. São pessoas reais. Suas histórias desmentem o estereótipo e mostram como as mulatas se tornaram uma espécie de produto. Ser mulata exige, nos dias de hoje, muito mais do que exibir cor e traços intermediários entre o branco e o negro. A mulata do imaginário popular, que faz sucesso no samba e na televisão, tem, além do corpo escultural, habilidades de dançarina e talentos de atriz. Não apenas para sorrir o tempo inteiro. Mas para encarnar, de forma convincente, um personagem que pouco tem a ver com sua existência.
Ana Pérola, de 24 anos, é um bom exemplo das contradições entre a mulher e o mito. Ela estrela os shows noturnos da Mocidade Independente de Padre Miguel. À noite. Durante o dia, é gari no Rio de Janeiro. O uniforme laranja da Companhia de Limpeza Urbana é bem diferente do biquíni de paetês e das plumas que ela usa quando se apresenta. “As pessoas pensam que para ser mulata basta vestir um biquininho e sambar”, afirma ela, cujo nome verdadeiro é Ana Lúcia da Silva. Rafaela Bastos, de 29 anos, passista da Mangueira, fez faculdade de geografia. Amante dos livros, gosta de pensar a mulata através da história. “Tudo isso vem da escravidão. Os negros eram comprados por sua força e beleza”, afirma.
Rafaela tem razão. Esse tipo físico de brasileira mestiça ganhou prestígio devido aos fetiches escravocratas – que, de alguma forma, permanecem. Filha do branco descendente de portugueses com a negra trazida da África, a mulata virou símbolo de sensualidade e permissividade. No século XVIII, Gregório de Matos escrevia sobre a intensa atividade sexual das mulatas na Bahia. Na virada para o século XX, Aluísio de Azevedo reforçaria esse símbolo com sua Rita Baiana, de O cortiço, uma das personagens mais famosas de nossa literatura. Descrita como bonita e sensual, era comparada pelo autor a uma “cadela no cio”.
Um das coisas que o documentário de Pamplona deixa claro é que, às vezes, a mulata sedutora pode ser apenas ficção. Tânia Bisteka – Tânia de Fátima Souza Lima –, de 36 anos, casou-se com o homem que amava, mas o flagrou com outra mulher quando estava grávida de cinco meses. Com o choque, perdeu o bebê e nunca mais quis ter filhos. Sônia Capeta, da Beija-Flor, destrói outro tabu. Aos 50 anos, Sônia Maria Regina da Silva, a ex-rainha de bateria, revela que, depois de decepções amorosas com homens, agora vive com uma mulher. “É igual, o amor é o mesmo”, diz. Apesar da cintura fina e do quadril frondoso, uma mulata nunca é igual a outra.
Se a vida real das mulatas reflete a pródiga diversidade humana, o papel que elas interpretam no imaginário nacional é sempre parecido. A mulata lasciva do Brasil colônia foi sucedida pela mulata fogosa do Brasil imperial. Agora, virou a mulata show do Carnaval e da televisão. Lançada pelo teatro de revistas, essa é a mais recente encarnação do velho mito. Foi lançada por Carlos Machado, que começou a colocar mulatas em seus espetáculos. Elas fizeram sucesso, e a moda chegou às escolas de samba, que já tinham passistas. “Hoje, mulata é uma profissão, que exige talento e disciplina”, diz Sérgio Cabral, especialista em Carnaval.
Idealizador e roteirista do documentário, o jornalista Aydano André Motta diz que, ao longo da pesquisa, percebeu o preconceito em relação à expressão artística das mulatas. “Poucas pessoas olham para elas como artistas de verdade”, afirma. Por isso, muitas mulatas tentam reconhecimento – e dinheiro – como dançarinas fora do Brasil. Uma opção que tampouco é fácil. Elaine Ribeiro, de 28 anos, ex-rainha da Porto da Pedra, saiu do Brasil aos 18. Morou em diversos países, sempre dançando. Viveu por seis anos na Itália. Nem sempre tinha dinheiro. Voltou sabendo falar três idiomas. Hoje trabalha em um hotel, no Rio de Janeiro. Dandan Firmo, de 28 anos, do Salgueiro, mora no Morro do Vidigal. Também já tentou o exterior. Por um ano, viveu em Moscou. “Passei frio e muita solidão”, afirma. Havia dias em que ela não podia sair de casa por causa dos ataques de skinheads. “Eles não toleram gente de outra raça e imigrantes.” O Brasil mais do que tolera as mulatas. Admira-as mesmo, mas talvez ainda não as entenda direito.
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